Minha foto


Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

a poetisa aflita

Experimenta esta tua poesia com o mesmo deslumbre
de tudo que é novo e principia.
Das pequenas odes aos pequenos cotidianismos
para depois confessar: valeu nada.
Creio na inexistência de atos mais solitários
que o solitário ato do poema-alusório: eu, tu, eles
escrevemos para quem sequer lembramos.
O estar-sendo poético-humano que raramente surpreende:
uma ânsia em detalhar o mundo sob expectativas próprias.
Mas é na fineza da linha entre o aludir e o iludir
onde mora o transtorno: sensação de farsa
prestes a ser desvendada.
Ela não sabe de nada. Não decodifica teus in-versos.
Tranquiliza-te. Habita uma outra frequência
que a nós não cabe posse.
Sob os signos sinistros de jazigo, mocinha,
esta é tua sorte.