Minha foto


Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

arte conceitual

Impostora. Espiã desconjuntada.
A falsa flor disfarça o sangue.
O broche e o camafeu enferrujados.
A pluma arregala os olhos.
Impacto! Topless no terraço.
Estiradas ao sol, um vasto rol de condenadas foragidas.
Seus rostos ilustram livros de alquimia.
O segredo do útero: chave, ventre, sucção.
Entre as pernas, estoques de mundos e habitantes
particulares.
Mesmo as tiranas, fatais e nem sempre fêmeas.
Fator de histeria. Pólos dominantes.
Quem come quem é assunto antigo.
Moderno mesmo é olhar cauterizante.
Ser Frida Kahlo atrofiada e falar sobre.
Nada mais de revoluções e outros desgastes.
Escrever sobre. Poetizando:
"Dor como requisito de existência."
"Dor como ato poético."
"Martirização poética."
Cleópatra amamentou a serpente e foi mordida. Acontece que
era exatamente o que buscava.
É a lei natural - e não falamos sobre isso por aqui.
Pelo menos não em voz alta, que é pra não chocar a ala
mais conservadora.