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Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

CAVALHEIRISMO

Safira foi coroada às custas do pranto alheio.
Espaço em aberto. Cair no vácuo.

Intolerância ao próprio corpo.
Casca que não comporta.

O passado sujo não passa
de uma lacuna em branco.

Precipitar-se.
Cair vertiginosamente.

Sadismo;
mania de avestruz.

Safira coroada com sede e com sexo.
Insatisfeita. Nunca saciada.
Aos trancos e aos barrancos
vai vivendo, simplesmente.

Sem saber pra onde, por quanto ou
por quem. Respira os instantes.

Safira, bela safira faz safáris.
Safada.