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Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

ARMADILHA

Que estas linhas te alcancem, irmã,
inimiga, como seta disparada
E que o dourado de teus cascos
não mais te sustente
erguida

Serás abatida, doce corsa acuada,
em pleno descampado de sangue
e sede

Serás como a poeira que páira
sobre um império caído
ou certo poema vago
sobre um trapo que flutua

E haverás de resfolegar
irmã minha, minha inimiga
enquanto estas linhas te alcançam

Tomando-te lentamente a estirpe
Tornando-te caça ferida.