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Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

O ESCAPISTA

Havia oculto sob pérolas ardilosas
uma negrura que não se confessa.
No balanço das franjas, no doa a quem doer,
na borda das taças, 
onde fazia, pouco hábil, o escapista.
A fuga perfeita é mais como uma conquista;
um rompante de fúria; um jorro de magma.
A fuga perfeita não tem olhos ao chão pisado,
nem aos pobres pisoteados pelo caminho de terra.