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Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

SINA


Na encosta do mar
as rochas se lamentam
quando surge o dia
e incendeia-lhes o corpo

Como se não bastante
o fardo de haver fincado
raízes mais profundas
que o próprio chão
e brotar num lugar errado

Entretanto, o sol não as detesta
se as castiga é por pura sina
não lhe compete o destino estático
destas pobres peças

Mas tudo aquilo
o que não é errático
nem cede ao acaso
ofende o brilho do sol
com a força de um espelho