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Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

HILSTIANO

I

Lágrima, suor, esperma
Sou eu, teu excesso de peso
Teu líquido derramado
Escorro de tuas mãos

Saiba conter-me
Armazenar-me
para tempos difíceis
no gozo da surdina

Um charco. Um oásis
translúcido. Sou eu
tua líquida miragem.


II

Há uma selva ao redor: procura
Tua presa mais nobre
Da mais alto estirpe

Denuncia-me
O balançar da folhagem
Ao que devoras meus rastros

Eis minha cabeça: pendura
Lá, hei de permanecer. Incólume.


III

Meus grãos escorrem
por entre os vãos
de teu desértico corpo

Adentrando tuas fendas
os poros de tua existência

Indeléveis
Partículas que se acumulam

Em tuas dobras
Montículos de mim