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Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

FÓSSEIS


Se é bruta a forma
com a qual desonro
na rudeza das mãos secas
a folha virgem

Sabendo das coisas mal sabendo delas
ou agido como se houvesse
sabido sempre
é porque sou fóssil. Sou todo
vestígios por descobrir

Mas atesto e garanto à História
certos trechos indecifráveis
cujo desfecho não passa de um prólogo
perdido sob páginas soterradas

Escuta, então: serei a História
tanto quanto ela me será.