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Poeta catarinense
com dedos podres
e mania de flâneur

Autor de "Cá Entre Nós -
Odes de Alusão e Ilusão"

JUVENTUDE ESTABANADA


Quisera eu poder consolar-te
da velhice de tua alma
Das ranhuras que o tempo impõe
à tua fina porcelana

Por mais que me atrevesse
- não bastante ao tomar-te as mãos -
ou concebesse certa fórmula de antemão
Haveria de cortar-te no fio dos cacos

Pudera eu buscar-te o riso esquecido
distante dos ritos e fórmulas datadas
cujo o brilho permanece repartido

E cuja imagem torta
data de de trinta anos após

Por mais que pudesse, haveria o peso
da poeira acumulada no decorrer dos anos
Entre o que sobra e o que sobeja
O rasto e o resto, persistimos

Duas sombras perseguidas
Dois duelos.