Persigo o volume das cortinas por entre os bastidores de uma ópera vespertina,
e tudo acontece como se previamente planejado.
Pistas que são largadas por puro intento.
E de repente - no susto - um ombro a ombro delirante.
Não há quem me convença da casualidade da coisa.
Convencido estou é que de não se pode convencer.
Repara na voz rouca da pitonisa.
Não há forma que não deforme.
Mas há consolo para a expectativa do acaso: que aconteça, vez ou outra, quando menos se espera.
Onírico e o molhado acaso que chuvisca sobre nós.