Na maior cidade do país, assisto aos navios que passam. Atento aos presentes ali a desfrutar do mesmo espetáculo. E eu, bulhufas. De costas para o palco, esmiuço a multidão com cirúrgico olhar de soslaio (não quero que me percebam enquanto prossigo na busca). Confiro: aquele ali, não, aquele outro também não pode ser, um por um dos rostos enfileirados. Será aquele lá atrás do outro que está por detrás? Ou será o que passou e julguei não ser pelo andar seguro? Impossível que fosse. Quase me cegam as luzes da ribalta mas insisto na pesquisa com ímpeto acadêmico. Os navios vão sumindo de cena. Meu coração aos pedaços nos conveses.
